Novos Voos - Take Two

sexta-feira, maio 18, 2007
Nas quatro estações
quatro estações anne bertino

Em toda e qualquer estação do ano
a frase mais usada será sempre
Que “Te amo”
No Verão, porque é azul e quente,
e o sangue corre ardente
mas também no Outono, que é despido
no Inverno para que se derreta o frio
quase dolorido
e na Primavera, que é sempre tão surpreendente
Pode-se dizer num sussurro,
a voz quase inaudível, como um fio,
um carinho inesperado,
ou entre sedas e arroubos de paixão
no meio de afagos húmidos e beijos
como se para nós não houvesse mais tempo
senão aquele que se esgota como febre
numa noite quase impura
de ímpetos incontrolados e desejos.
Mas diz-se sempre!
Evitar ou proibir é proibido,
que no dia em que a voz calar essa expressão
o universo explodirá por inacção
e nada mais fará qualquer sentido



Foto de Anne Bertino

Houve uma altura em que me atrevi nos poemas, terrível blasfémia. Este, escrevi-o há precisamente dois anos. Não me recordo se o cheguei a editar aqui. Mas isso também não tem importância.

Escrito por: VdeAlmeida, em 5/18/2007 09:26:00 da tarde | Permalink | |


17 Comments:


  • At 11:05 da tarde, Blogger Márcio Silva /|\

    Este comentário foi removido pelo autor.  
  • At 11:07 da tarde, Blogger Márcio Silva /|\

    Claro eu não tem importância. Eu também me atrevo de vez em quando... apesar do receio dos incompreendidos.

    As estações!!! Algures entre elas deveria haver uma estação obrigatória. A estação do amor.

    Talvez assim pudéssemos dar o amor que acumulamos não porque queremos mas porque os outros não querem.

    Muito belo o poema... e já com dois aninhos de idade.

    Abraço  
  • At 2:32 da tarde, Blogger della-porther

    gostei de tudo, em especial do poema e da música.

    beijos

    della  
  • At 10:30 da tarde, Blogger Albina

    sublime... e a relação música-poema deixa uma lágrima no canto do olho.. talvez porque as estações andem desencontradas para uns e outros... beijos  
  • At 7:41 da tarde, Blogger Maria Clarinda

    O que interessa é que tenho o prazer imenso de o ler agora...LINDO!!!
    As fotos lindas também.  
  • At 9:02 da tarde, Blogger Gi

    Nada fará sentido mesmo. Tudo seria triste e enfadonho, monocromático e rotineiro.


    P.S. E não é blasfémia coisa nenhuma. Não devias era ter parado.

    Beijinhos  
  • At 11:12 da tarde, Blogger Cristina Nobre Soares

    Parece-me a mim que esse teu atrevimento, "pode-se dizer num sussurro, a voz quase inaudivel, como um fio"... Belo atrevimennto...  
  • At 11:56 da tarde, Blogger blackangel

    venho só deixar um abraço, Vitor :)  
  • At 12:01 da manhã, Blogger vague

    mas essa frase, senhor Bird, essa frase tb é um poema. e olha q eu sei do q falo qdo falo de poemas
    :)  
  • At 2:54 da tarde, Blogger Yardbird

    De incompreendidos está a terra cheia, Márcio.
    Grato pela presença
    Abraço  
  • At 5:50 da tarde, Blogger Yardbird

    Graças, Della :-)  
  • At 5:51 da tarde, Blogger Yardbird

    Por vezes andam mesmo, Albina
    Beijos  
  • At 5:51 da tarde, Blogger Yardbird

    Bom que gostaste, Clarinda
    Beijinho  
  • At 5:52 da tarde, Blogger Yardbird

    Pois. Tenho que tentar regressar, Gi
    Beijinho, Amiga :-)  
  • At 5:52 da tarde, Blogger Yardbird

    Grato, Cristina :-)  
  • At 5:53 da tarde, Blogger Yardbird

    Euu sei quue sabes, Vague :-)
    Beijinho e saudades  
  • At 9:30 da tarde, Blogger AGRIDOCE

    "Poetar" penso que vem da alma mas, também, da prática, que vai afinando e refinando a técnica de melhor expressar a alma.
    Parar... só quando não se tem nenhum daqueles condimentos. O que não é o teu caso.
    E venham mais poemas.
    Abraço  
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