Novos Voos - Take Two

segunda-feira, janeiro 30, 2006
Querido Diário XXII

Estava eu muito sossegado, enroscado no sofá a ver um interessante programa na televisão sobre a reprodução in vitro dos ácaros listados do Nepal, quando fui sobressaltado pelo grito da Alzira – que é a minha vizinha do 3º andar – anunciando que estava a nevar, para a Albertina, que mora do outro lado da rua, mesmo por cima da capelista, que é a Dinorah, uma brasileira de Mato Grosso do Sul, embora com aquelas pernas eu dissesse que era de Pernambuco. Bem, mas deixemos estas ilações que ainda levam a conclusões inconvenientes
Claro que fui à janela conferir e achei aquela neve muito mixuruca, mas mesmo assim, tenho que dizer que me comovi com a emoção que percorria as faces dos vizinhos, coladas às janelas, como se estivessem a ver o primeiro encontro íntimo da Angelina Jolie com o Brad Pitt.
Saí à rua, e fui até ao café 33, para ver as reacções, e encontrei logo o Simões, que além de vender roupas de marca da tanga, também tem sempre umas teorias muito originais, em que liga quase sempre a condição das partes íntimas á personalidade e às atitudes de cada um. Por exemplo, um dia estávamos uns poucos a falar de política quando ele disse que o Hitler só tinha feito aquelas diatribes todas, porque sofria de hemorroidal, e que o Salazar era assim e tinha aquela voz, porque tinha perdido o testículo esquerdo em pequeno. E acrescentou até, que se tivesse perdido os dois, ainda tinha sido pior e falaria como o Nuno Guerreiro. Claro que aquilo não me convenceu, mas como há sempre pessoas prontas a aceitar todas as teorias, o Ivo disse logo:
- Eh pá, és capaz de ter alguma razão, porque eu, a semana passada andei muito chateado, e foi quando no domingo fui ao balneário dos Vendedores tomar banho que reparei que a sacana da Isilda (é a mulher dele) me tinha comprado umas cuecas nº 4, em vez do 6, que é o meu tamanho. Por isso é que andei toda a semana a sentir o cérebro apertado e com vontade de bater em toda a gente.
Enfim, aquilo é ver quem é o mais doido, e eu também já não me ando a sentir muito saudável.
Bem, o Simões veio logo com a história de que em casa dele, que é numa cave, estava tanto frio que quando tinha ido urinar, se lhe tinha congelado o Romão. Eu nem lhe perguntei a que se devia aquele baptizado, porque já sabia que vinha aí história escabrosa, mas ele apressou-se logo a adiantar que se chamava assim, porque a Isilda, da primeira vez que o tinha visto, lhe tinha dito que aquilo tinha cara de Romão, o careca que tem o talho aqui na esquina da rua. Tá-se mesmo a ver que se o Romão vem a saber, lá se vai a lista de fiados da Isilda.
Mas o episódio mais marcante da tarde de neve foi quando os putos do Alexandrino vieram para a rua brincar com uns bocaditos de neve que tinham sobrevivido. Como havia pouca, aproveitaram umas pedras da calçada e cobriram-nas de neve e começaram a atirá-las um ao outro. O pior foi quando o Aníbal que ia a passar e não sabia a história das pedras, se quis armar em futebolista, e cabeceou uma delas.
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Uma nota à parte para dizer que a Elisa anda toda feliz: um americano muito importante da meteorologia ouviu-a cantar e prometeu-lhe que ia baptizar o próximo furacão com o nome dela.
Eu cá acho que aquilo não é muito lisonjeiro para ela, mas ela não acha.
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Já agora, e para finalizar, a nova aldrabice do Albino. Andou para aqui a armar-se em importante, a dizer que se ia lançar na moda, e que portanto, para ter contacto com as novas tendências, ia a Londres. E a Otília a apoiá-lo, a dizer que aquilo para nós era como se ele fosse o embaixador do nosso bairro em Londres. Mas como andava um bocado desfalcado, andou a cravar meio mundo para a viagem, e só a mim foram 100 €. Aquela tanga nunca me convenceu, e a história do embaixador ainda menos, que ter um embaixador da moda, vestido na feira de Cascais, é um bocado esquisito. E então telefonei-lhe no sábado, e do outro lado estava um grande cagaçal, com gajos a falar em espanhol, e eu perguntei:
- Eh pá, onde é que estás? Estás em Londres e eu estou a ouvir falar espanhol?
- Estou no hotel a ver a BBC. Está a dar o jogo da Oca.
- Está a dar o jogo da Oca na BBC? Tas-me a gozar?
- Tou nada. Na BBC chama-se “Oca game”
Acho que o gajo está mas é em Badajoz com a Otília, a gastar a nossa massa!

Banda sonora:

The more I see you


Chris Montez – The more I see you
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/30/2006 02:38:00 da tarde | Permalink | | ( 0)Comentários
sexta-feira, janeiro 27, 2006
E luz ao fundo


Mozart - Piano Concert
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/27/2006 08:42:00 da tarde | Permalink | | ( 3)Comentários
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Um livro à 4ª feira - Fahrenheit 451

”Era um prazer muito especial ver as coisas arderem, vê-las calcinar-se e mudar.
Punho de cobre na mão, armado desse imenso piton que cuspia o veneno da sua gasolina sobre o mundo, sentia o sangue bater-lhe nas têmporas e as suas mãos tornavam-se as mãos de uma espécie de maestro prodigioso dirigindo todas as sinfonias do fogo e do incêndio, ao ritmo das quais se desmoronavam os farrapos e as ruínas carbonizadas da história.
Avançou, entre um fulgor de pirilampos
Teria gostado acima de tudo, segundo a velha tradição, de mergulhar no braseiro uma alcachofra presa na ponta de um pau, enquanto os livros, com um bater de asas, morriam no umbral da casa e no jardim. Enquanto os livros se contorciam entre nuvens de fagulhas e partiam, calcinados, com o vento”

Não sou aquilo a que se poderá chamar um entusiasta de ficção científica. Digamos que gosto, mas que não está, quer em literatura, quer em se tratando de cinema, nas minhas prioridades, embora em relação ao cinema, haja alguns filmes da categoria que constam da minha lista da vida, como Blade Runner ou o épico de Kubrick, 2001.
Este livro de Ray Bradbury, é, para lá de uma obra-prima do género, uma parábola sobre o admirável mundo novo, um aviso sobre um futuro do qual já vislumbrámos relances quando Hitler mandou erguer piras de livros pretensamente corrosivos da mentalidade que pretendia instalada. Com efeito, numa sociedade perfeita, nada existe de mais corrosivo da harmonia que a cultura, da qual os livros são o principal veículo.
Sei que o livro é conhecido pela generalidade, mas para os poucos que não conhecem, direi que conta um extracto da vida de Guy Montag, bombeiro numa era em que os bombeiros, em vez de apagarem fogos, têm como missão queimar livros, o perigo que espreita a felicidade obrigatória e devidamente organizada do mundo.
Montag é feliz nessa sua missão, até encontrar Clarisse, uma rapariga que lhe questiona as opções de toda uma vida, que lhe abala as convicções e lhe deixa a semente da dúvida e pensamentos extraordinários, como o de ler livros, em vez de os queimar.
E é assim que Montag se torna um foragido.

Banda sonora

David Gahan


David Gahan - Hold on
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/25/2006 09:44:00 da manhã | Permalink | | ( 2)Comentários
terça-feira, janeiro 24, 2006
Um disco à 3ª feira - After the goldrush

Este é um dos discos mais líricos do country-rock de Neil. Uma obra encantatória, onde a sucessão de pequenas canções de amor,umas vezes sombrias, outras, povoadas de esperança, que constitui uma das obras maiores de um dos maiores músicos das
últimas décadas.
Desde a canção que lhe dá o nome,que remete a um imaginário de lendas, até ao pequeno hino à desilusão amorosa "Only love can break your heart", numa ampla panóplia de sentimentos íntimos, torna-se um disco aconchegante e sensual, que em muitos pontos atinge um lirismo quase dolorido, em que a voz aparentemente frágil de Young, lhe empresta uma dramaticidade invulgar.
Composto na fase de consolidação da sua carreira, ficou para mim sempre como uma referência.
Foi também, um dos primeiros álbuns que comprei.


Neil Young - After the goldrush
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/24/2006 10:36:00 da manhã | Permalink | | ( 3)Comentários
domingo, janeiro 22, 2006
Dias...passados
Amoreiras 2005 011

Recentemente, este espaço – não precisamente este, mas o seu antecessor – fez dois anos, e eu deixei passar a data sem referência, talvez porque pensasse que não havia motivos para o fazer, talvez porque tenho andado tão embrenhado pelas ruas, absorvendo sofregamente este sol que a natureza nos oferece num Inverno que não justifica o nome.
Isto é, enquanto Moscovo tirita com mais de 30º negativos, eu fecho esta janela, e dissolvo-me no empedrado do labirinto de ruas que fazem o meu bairro, e excedo-lhe muitas vezes os limites.
Por perto, quase sempre a sombra tutelar da Basílica a vigiar-me os passos. Longe, os passeios por recantos que permanecem há muito hibernando em escaninhos quase esquecidos de uma memória que já não é a mesma, mas ainda recorda e tem saudades. A subida dolente do elevador da Bica, com aquele seu ranger metálico que me remete para a sua idade, que já era muita quando andei nele pela primeira vez, ainda de calções e camisa engomada, com a mão pequena perdida no meio da mão larga e ossuda do meu pai, sempre acompanhados pelo cheiro das sardinhas a assar à porta das tascas, mesmo ali à beira das linhas, e pelo grasnar do corvo preso por uma pata, à porta de uma delas que era também carvoaria, encardida e a tresandar a serradura e carrascão
Elevador

E lá ao fundo, o eterno rio, que há-de sobreviver a todos e à cidade.
As montras dos alfarrabistas despertam-me a curiosidade. Entro num, invade-me o cheiro a papel velho e a humidade. Nunca sei o que procuro por lá, penso que, no fundo, procuro um elo com o passado, gosto de livros sobre Lisboa antiga, mergulho naqueles postais sépia, quase sumidos, e procuro transporte para esses tempos, imagino os salões de bailes alinhados, os colarinhos tão tesos que obrigavam ao empertigar dos pescoços, e penso no encanto das senhoras que se preparavam toda a semana para o sarau da noite do sábado próximo. Futilidades? Talvez não, diferente seguramente. Não é verdade que a vida sem um pouco destas mundaneidades, perde muita do seu encanto e ganha um peso e uma seriedade, que a torna particularmente sombria?
Assim se têm passado estes dias, de fuga permanente à rotina, à clausura. Mas às quais sei que, irremediavelmente volto. Porque o apelo é forte, e o gosto maior, depois de um jejum auto-imposto, numa tentativa de não cair no cansaço da repetição monótona do dia a dia. Ou de uma obrigatoriedade ao cumprimento de um rito, que acaba com todo o gozo da coisa.
Banda Sonora:
Small Change

Tom Waits – Tom Taubert’s blues (four sheetes to the wind in Copenhagen

Nota: - O próximo, sera o post 400
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/22/2006 03:40:00 da tarde | Permalink | | ( 2)Comentários
terça-feira, janeiro 17, 2006
A...ventura

Conheço treze maneiras de contar a minha vida. Hoje escolho a sétima, por amor ao número sete, que é também o do gato: o gato tem sete vidas, e para conhecer a sétima tem pois que morrer seis vezes. Há quem diga que os gatos têm nove vidas, ma a versão segundo a qual eles têm sete parece-me superior, porque se trata de um número cabalístico: o das sete portas, das sete chaves, cuja última abre o paraíso terrestre. E se abordarmos a história da minha vida pela via do Esoterismo, deverei precisar que sou do signo Gémeos. Cinco mil anos decorreram desde o baptismo das constelações zodiacais, e a configuração do céu mudou, mas parece-me preferível falar como se estivéssemos ainda no tempo dos Caldeus. Tenho treze maneiras de contar a minha vida e não sei se há uma verdadeira, ou sequer se alguma é mais verdadeira que outra. Pessoa dizia que “temos todos duas vidas: a verdadeira, que é a que sonhamos na infância; e a falsa, que é a que vivemos em convivência com os outros”; e essa que sonhamos é a vida onde queremos viver, e talvez a mais autêntica. Como para Calderon, para mim, a verdadeira vida é um sonho, embora se possa também dizer que nasci em Itália, em Rimini, a 15 de Junho de 1927.
Não teria nunca o talento, ou sequer pretensão a tal, que me fizesse escrever uma introdução à vida como esta que aqui deixo, e que foi ditada por Pratt, na entrevista/biografia que deu origem a um extraordinário livro belíssimamente ilustrado e sugestivamente intitulado “O desejo de ser inútil
O homem, não só escreve sobre aventuras. Percorre o mundo, descobre-lhe segredos, vagueia ao acaso, cumpre sonhos.
Partilho com ele e Pessoa a ideia de que a nossa verdadeira vida é aquela que sonhamos em criança. Acrescentaria que nos cabe a nós cumpri-la. Mas na verdade, na maior parte dos casos, ficamos pelas quimeras, e a vida passa a correr.
Há uns tempos atrás, mergulhei num sono induzido, daqueles que nos é transmitido através de uns tubos, para, nele caído, fazerem do nosso corpo aquilo que entenderem.
Se o desenlace foi o que se pretendia, no imediato as coisas estiveram feias, e vi-me naquele túnel escuro em que alguns dizem que lhes passa a vida num flash. Não dei por isso, mas é verdade que houve momentos em que fiz, conscientemente um balanço da minha vida até então. E, apesar dos muitos momentos felizes, senti a falta da aventura. Lembrei-me da promessa um dia feita a mim mesmo, de percorrer a rota de Magalhães, passando pelas latitudes de Sandokan, e noto que prevaleceu o comodismo, ou a sujeição demasiado pacífica aos imperativos economicistas da vida.
E foi nessa altura que mais me convenci que a minha vida é, como dizia Calderon, um sonho. Ou muitos sonhos. Todos aqueles que sonhei em criança.
A outra, é uma via quase paralela. Quase, porque em alguns pontos, as duas se tocam, aqueles pontos precisos onde intervêm os que amo, e que para lá da aventura, me dão cor à vida. E aos sonhos.
Banda Sonora:

Richard Ashcroft

Richard Ashcroft – Break the night with colour

Nota: A nossa amiga M.M. tomou uma iniciativa muito interessante, de "eleger" um disco á 3ª feira, e um livro à 4ª feira, prometendo que, provavelmente haverá um filme à 5ª feira. Ao que vi, a iniciativa tem tido receptividade no meio dos bloggers, nos quais me incluo.
Será assim, uma boa maneira de se saber o que se lê, ouve e vê na blogoesfera, e terei todo o gosto de divulgar semanalmente os meus mais.
Como já apanhei o combóio em andamento, esta semana fica só o livro, que pode ser aquele de que falo no texto.
O desejo de ser inutil

Boas leituras
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/17/2006 11:17:00 da tarde | Permalink | | ( 2)Comentários
domingo, janeiro 15, 2006
...
Vespa1

Há umas décadas atrás, ouvia-se por todo o lado a frase,:
"Até choras por andar de lambreta"
Se fosse agora, acho que toda a gente iria achar o slogan idiota
Por vezes acho que perdemos muita da nossa ingenuidade, e não consigo considerar que tal seja um factor positivo nas nossas vidas, porque me parece que com ela foi-se a frescura e a alegria espontânea.
Natalie Cole


Natalie Cole - Pink Cadilac
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/15/2006 11:35:00 da tarde | Permalink | | ( 0)Comentários
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Proximidade

Banda Sonora:
Donovan Trobadour

Donovan - Atlantis


Foto de Luis Zilhão
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/12/2006 02:46:00 da tarde | Permalink | | ( 2)Comentários
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Esboço

serge

Serge Gainsbourg, Julien Clerck & Jane Birkin - La Javanaise


Aguarela de Hugo Pratt
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/09/2006 03:02:00 da tarde | Permalink | | ( 5)Comentários
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Patchwork
Penetraremos no palmar
A água será clara o leite doce
O calor será leve o linho branco e fresco
O silêncio estará nu – o canto
Da flauta será nítido no liso
da penumbra
Lavaremos nossas mãos de desencontro e poeira
(Sophia de Mell Breyner, in O Nome das Coisas)

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E olhando o nascente sol de Inverno
dança-me a vista aguardando a Primavera
como se a vida fosse toda ela espera

******

O que tens, o que temos,
que se passa connosco?
Ai, o nosso amor é uma corda dura
que nos amarra, ferindo-nos,
e, se tentarmos
livrar-nos da ferida,
separar-nos,
dá outro nó e condena-nos
a viver sangrando, a queimar-nos juntos. [...]
(Pablo Neruda, in Os Versos do Capitão)

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Haverá ainda um tempo para o amor?
Não se esgota todo ele numa estação
e se dissolve, desabrido na vertigem
do desejo, da luxúria e da paixão?

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O seu companheiro de vigia, via-o percorrer com a lupa os sinais arrumados no livro.
- É verdade que sabes ler?
- Alguma coisa.
- E que é que estás a ler?
- Um romance. Mas cala-te. Se falas, a chama mexe-se e mexem-se as letras.
O outro afastou-se para não estorvar, mas era tal a atenção que o velho prestava ao livro que não suportou ficar-se à margem.
- De que é que trata?
- Do amor.
Perante a resposta do velho, o outro aproximou-se com renovado interesse.
- Não me lixes. Com fêmeas ricas, das que fervem?
O velho fechou o livro num repente fazendo tremer a chama do candeeiro.
- Não. Trata-se do outro amor. Do que dói.
(Luís Sepúlveda in, O Velho que lia romances de amor)
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Se o amor fosse porventura conjugável
com o azul do céu...
mas não, há sempre o coração
inconveniente, tonto, incontrolável
que na sua soberba independência
bate á revelia de qualquer conveniência

Ten New Songs


Leonard Cohen – A thousand kisses deep
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/05/2006 09:49:00 da manhã | Permalink | | ( 0)Comentários
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Soon...

…she’s coming!
Em “Match Point”, de Woody Allen.
Eu também, mais logo, mas nesta tela mais pequena.
Até já!

Banda Sonora:
Bob Dylan - John Wesley Harding


Bob Dylan – I’ll be your baby tonight
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/04/2006 06:58:00 da tarde | Permalink | | ( 0)Comentários
segunda-feira, janeiro 02, 2006
...

Logo, voltarei a Samarcanda, com a Poesia pela mão e a Aventura debaixo do braço.

Banda Sonora:
tindersticks1


Tindersticks – Trying to find a home
Escrito por: VdeAlmeida, em 1/02/2006 11:50:00 da tarde | Permalink | | ( 5)Comentários
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